Proibir ou educar? Internet na empresa

Posted: 21st January 2011 by leandro in Dia-a-dia

Uma questão que abrange a maioria das organizações comerciais refere-se à utilização da internet pelos colaboradores (funcionários).

Os responsáveis temem por quedas de produção em virtude da distração causada pelos acessos à internet para uso particular, realmente é de conhecimento de todos que a internet é um mundo maravilhoso com muitas possibilidades e entretenimento sem limites, se não houver cuidado, pode-se passar horas navegando em conteúdos sem notar a passagem do tempo.

Este quadro é preocupante e causa controvérsias quando o assunto é a resolução deste verdadeiro problema em uma organização.

Proibir o acesso à internet para uso particular, é uma tarefa complexa, pois demanda a compra de tecnologia ou serviços especializados em supervisionar conteúdo.

No momento em que a diretoria de uma organização decide efetuar a contratação de um serviço ou produto para a restrição de acesso à internet, geralmente é feito um levantamento sobre qual tipo de restrição deve ser aplicada, dentre elas as mais comuns são:

- Bloquear todos os acessos, exceto uma lista de sites específicos.
Esta opção necessita do conhecimento profundo sobre todos os domínios (sites) e subdomínios que uma organização precisa para desenvolver o trabalho normalmente, se a organização depende de muitos serviços on-line, esta tarefa torna-se inviável.

 -Bloquear somente os sites de uma determinada lista de domínios, subdomínios e palavra chave.
Esta opção permite que, os sites listados sejam bloqueados e ao encontrar uma palavra chave em qualquer parte do conteúdo do site, o mesmo seja bloqueado. Esta é uma opção viável para organizações que dependem de vários serviços on-line, mas é a opção mais fácil de ser burlada por sistemas ou sites criados especificamente para permitir acesso a conteúdos bloqueados.

Não há uma forma automática e confiável para se reconhecer o conteúdo de um website, apesar dos esforços e existência dos sistemas para classificação de conteúdo, toda e qualquer restrição eficiente é baseada em uma lista, ou de sites e palavras proibidas, ou de sites permitidos (confiáveis), demandando investimentos e estudos.

Deve ser analisado também, o aspecto psicológico dos funcionários que, repentinamente, tem o seu acesso a serviços sociais e outras informações bloqueados na empresa, poucas pessoas são capazes de aceitar estas medidas com compreensão de que é o melhor para todos, sempre há o sentimento de restrição (no sentido da falta de liberdade).

Por outro lado, a educação dos funcionários (colaboradores), não demanda investimentos em produtos ou serviços e não causa nenhuma revolta entre eles, de forma que, uma vez que a maioria dos mesmos adere às regras, a pequena parte que resistir sofrerá de constrangimento e não irá abusar por medo de serem reportados pelos colegas que aderem à conscientização.

A conscientização sobre os prejuízos referentes ao acesso extrapolado à internet sempre será a melhor forma de prevenção, e pode ser feita com muitos argumentos como, a velocidade de conexão, a segurança das informações na empresa, o respeito aos colegas que dependem da conclusão dos trabalhos pendentes, e em casos extremos, o simples argumento de que se houverem abusos, será emitida uma advertência podendo até ocorrer à demissão por negligência ao trabalho.

Obrigado e até o próximo artigo!